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União Europeia retoma os trabalhos para sua moeda digital
06/08/2026
A União Europeia ivem intensificando os esfoços para criar o euro digital como parte de uma estratégia para reduzir sua dependência dos sistemas de pagamento controlados pelos Estados Unidos. Atualmente, grande parte das transações com cartão na Europa é processada por empresas como Visa e Mastercard, além da forte presença de carteiras digitais como Apple Pay, Google Pay e PayPal. O Banco Central Europeu (BCE) pretende oferecer uma moeda digital pública e estável, capaz de funcionar como alternativa europeia para pagamentos em lojas, compras on-line e transferências entre pessoas.
O projeto do euro digital é visto como algo além de uma simples inovação tecnológica e passou a ser visto como uma questão de soberania monetária. Autoridades europeias avaliam que mudanças rápidas nas regras comerciais, tarifas e controles de exportação adotados pelos Estados Unidos mostram a necessidade de o bloco ter maior autonomia financeira. Nesse contexto, a criação de uma infraestrutura própria de pagamentos seria uma forma de reduzir vulnerabilidades externas e fortalecer a capacidade de ação econômica da União Europeia.
Para além da atual instabilidade diplomática dos EUA, Bruxelas se preocupa também com o avanço de outras potências no campo das moedas digitais de banco central (as CBDCs), especialmente a China. O yuan digital já acumula bilhões de transações e centenas de milhões de carteiras cadastradas, o que aumenta a pressão para que a Europa acelere seu próprio projeto. Para o Banco Central Europeu (BCE), o euro digital ajudaria a preservar o papel internacional do euro e evitar que pagamentos digitais passem a depender cada vez mais de moedas estrangeiras.
Apesar do avanço do projeto, a implementação ainda enfrenta desafios técnicos e regulatórios. O BCE pretende desenvolver uma moeda digital que complemente o dinheiro em espécie, e não o substitua, mantendo a estabilidade do sistema financeiro europeu e evitando que o euro digital funcione como uma conta bancária tradicional. O sucesso da iniciativa dependerá da capacidade da União Europeia de equilibrar inovação, segurança e aceitação pelos consumidores, consolidando uma infraestrutura de pagamentos mais autônoma, ágil e resiliente.
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Com informações de G1, BBC Brasil
Imagem: Adobe Stock
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